Gotas de Maldade

 

Entrevista com a banda The Kira Justice
Por Myke Richter

 

 

Hoje vamos abrir um pouco mais o leque de entrevistas que fazemos, até agora eram só com organizadores de eventos, no entanto só isso era muito pouco diante do número de outros interesses que o público tem dentro de um evento ou sobre coisas relacionadas a ele. Pensando nisso, hoje começamos a tratar também das bandas, que são parte indispensável dentro de um evento multitemático. Para iniciar essa nova série de entrevistas trazemos para vocês um pouco mais da The Kira Justice, a banda que é atualmente uma das que possuem maior popularidade dentro do RS e aos poucos também fora dele.


1 - Como nasceu a The Kira Justice do modo que conhecemos hoje? (formação da banda, formato, repertório).

Não existe uma data específica pra isso... A banda nasceu de um jeito bem diferente do que é, e aos poucos, foi se moldando de acordo com o retorno do público. Por exemplo, se a gente toca uma música e vê que a galera não curtiu, não voltamos a tocar ela, pelo menos não sem mexer naquilo que pode ter dado errado.

2 - Como foi feita a escolha do nome para a banda?

Eu (Matheus) dei algumas sugestões de nomes pra banda. Ia ser inspirada em Death Note porque combinava com o fato de que tocaríamos músicas de anime e soaria algo mais “sério”. Entre algumas opções, “The Kira Justice” foi a que o pessoal gostou mais. Na época, eu gostava mais de “I am Justice”, mas enfim, não foi o que ganhou! Haha. Hoje eu adoro a banda e o nome dela.

3 - A TKJ é uma banda cover com algumas músicas próprias ou é uma questão de tempo para o repertório ser predominantemente de musicas próprias?

A TKJ é uma banda focada em homenagear tudo o que marcou história na cultura pop, em especial os Animes e os Games. Tanto criar novas músicas em homenagem quanto criar versões faz parte disso. Isso pode vir a mudar, mas no momento não temos intenções de abandonar as adaptações das músicas.

4 - Para uma música (cover ou não) entrar no repertório, qual o processo?

Ser adaptável para o formato da nossa banda e ter gente que vá curtir nos shows. Basicamente, isso.

5 - Quais instrumentos cada um de vocês tocam? (mesmo que ainda não tenham feito isso na TKJ)

Matheus Lynar: Voz (Solo e backing), Guitarra, Violão, Baixo, Bateria, Flauta doce, piano, teclado, programação.
Sarisa: Voz (Solo e Backing), bateria, piano, teclado.
Alice: Voz (Backing), Baixo.
Rafa: Voz (Backing), Bateria, Violão, Guitarra, Baixo.

6 - Alice e Rafa também cantam?

Só backing mesmo. Nunca fizeram vocal solo.

7 - Quando não estão na banda, o que vocês fazem? Estudam? trabalham?

Matheus: Faculdade de direito (em fase de TCC) e estágio.
Alice: Faculdade de publicidade (em fase de TCC).
Sarisa: Cursinho pré-vestibular, aulas de piano e canto.
Rafa: Cursinho pré-vestibular.

8 - O projeto é que a banda seja a vida de vocês e outra profissão uma espécie de "plano B" ou a banda existe na medida que for possível conciliar com suas profissões?

Matheus: Tenho mais vontade de viver em função de música, seja qual tipo de música seja, do que de outra coisa. Consideraria um plano B.
Alice: Gostaria muito que um dia a banda se tornasse minha profissão principal e sempre faço o possível pra me dedicar a banda e a faculdade ao mesmo tempo.
Sarisa: Adoraria que a banda fosse o plano A, mas dificilmente um músico consegue viver sem um segundo emprego.
Rafa:A musica me garante algo muito bom e vivo, toco porque gosto e não gostaria de fazer isso exclusivamente como trabalho- claro, toda música é um trabalho, mas eu costumo me divertir muito e não quero perder isso...Perto do que eu escolhi pra trabalhar, área da saúde, a música seria um lado mais humano.

9 - Se existem, quem são os ídolos de vocês no mundo J-Rock e na música mundial?

Matheus: Maximum The Hormone, Animetal, Story Of The Year.
Alice: Maximum The Hormone (j-rock) e Underoath (música ocidental)
Sarisa: Dir en grey, Nightmare, Yoshiki (X Japan), Akira Yamaoka, Nobuo Uematsu e Pain of Salvation.
Rafa: Nobuo Yamada,Akira Kushida, Linkin park,Foo Fighters,Story of the Year,30 Seconds to Mars,Bon Jovi,Aerosmith, e Paramore.

10 - Com quem a banda sonha tocar ou abrir um show?

Matheus: Maximum The Hormone.
Alice: Gostaria de abrir shows de várias bandas que eu gosto, mas principalmente das bandas citadas na resposta da pergunta 9.
Sarisa: Nightmare e Dir en grey.
Rafa:Akira kushida, 30seconds to Mars, Foo Fighters, Story Of the Year e Paramore. Sonhar vale, né?

11 - Existe alguma música que vocês queiram muito colocar no repertório e ainda não foi possível?

Matheus: Não. Acontece às vezes de irmos deixando pra mais adiante, mas “não ser possível”, nesses termos, não.
Rafa:Ter têm,mas é segredo hehehe.

12 - O que cada um escuta atualmente e quais gêneros musicais curtem?

Matheus: Estou num momento mainstream. Tenho ouvido muito McFly e Demi Lovato, mas o meu gênero musical sempre foi o Rock Alternativo. Bandas como Hidden In Plain View e Story Of The Year estão sempre entre as que eu escuto e amo.
Alice: Em relação ao gênero musical, gosto bastante de bandas na linha de Underoath, Bullet for my valentine, A day to remember, etc. E ultimamente estou escutando Stick to your guns e bastante Escape the fate.
Sarisa: Pain of Salvation, Dir em grey, Nightmare, Rammstein, Tchaikovsky e Wagner.

13 - Quais hobbies cada um tem que não sejam ligados a música?

Matheus: Games. Atualmente jogando Final Fantasy X.
Alice: Mexer com programas de edição gráfica, como photoshop e illustrator.
Sarisa: Olha, gostaria de ficar jogando (FFX, Biohazard 4, Diablo III, quando sair), mas vejo filmes com freqüência.
Rafa:O ópio do povo(futebol).

14 - Já teve alguma situação engraçada ou estranha com relação a comportamento de fãs?

Acredito que não. Já chegamos ao ponto de sofrer certo assédio por parte de fãs, mas nada que possa ser considerado incomum.

15 - Como a TKJ vê o cenário gaúcho para que novas bandas possam aparecer e divulgar o seu trabalho?

Depende muito do estilo. No que estamos inseridos, não é difícil aparecer, o mais difícil é crescer e expandir horizontes. Não existem muitos festivais de grande porte ainda. Basta olhar para a gente, somos uma das bandas mais expressivas do gênero no país, e ainda assim, isso não significa muita coisa num contexto geral de bandas.

16 - O fato de tocar na imensa maioria dos eventos e festas do RS não gera algum receio de que o público perca um pouco da empolgação com a banda?

Não, e vou dizer por que. Quem é fã de verdade da banda sai de um show querendo ver outro. E o fato mais curioso, geralmente metade da galera que está curtindo o show é nova. Já perguntei durante os shows quem já conhece e a média é essa. E esse público não para de crescer. Ou seja, por enquanto, a quantidade de shows tem sido algo positivo.

17 - Como vocês imaginam que estará a TKJ daqui a 5 anos?

Matheus: O futuro é muito incerto. Mas em termos de sonho, gostaria de estar dedicando 100% do meu tempo e sangue à banda. Ou seja, se a banda me propiciar essa possibilidade, já estarei mais do que feliz.
Alice: Não consigo imaginar como vai estar, mas eu espero que a banda cresça bastante até lá.
Sarisa: Não tenho nem idéia.
Rafa:Só especulações...

18 – Qual foi a primeira reação de vocês sobre a idéia do show acústico e qual a opinião sobre o resultado final?

Um desafio, algo novo e inédito na história da banda. O resultado final foi a superação desse desafio, afinal o show saiu muito legal! Mas com a possibilidade de ser bem melhor numa próxima tentativa. A experiência desse show nos mostrou várias coisas que dá pra fazer melhor.

19 – Dia 7/10 foi o aniversário da banda, olhando essa trajetória de 2 anos, algo seria feito diferente se pudesse voltar no tempo?

Matheus e Alice: Teria começando a banda antes.
Sarisa: Deveria ter começado a cantar antes.
Rafa: Nada de diferente, o caminho até aqui nos trouxe a ser como somos, e se seremos melhores ou não também depende do nosso presente e nosso passado. Por isso, sei como somos e como fomos, admiro nosso passado, mais ainda vendo nosso presente.

20 – Como surgiu a idéia de fazer campanhas na Internet junto aos fãs? Elas em geral dão o retorno esperado?

A ideia, dada pelo Matheus, foi dada inspirada nos “Street Teams” que muitas bandas têm. Mas ao invés de fazer algo fechado a um grupinho, fazemos elas abertamente para que até o fã que não se considera tão “Vip” da banda possa ajudar.

E com certeza elas têm dado retorno! Muita gente conhece a banda através de amigos que ajudam na divulgação. Isso é emocionante! =D


Agradecemos a The Kira Justice por nos ceder parte do seu tempo para essa conversa! Que os objetivos da banda sejam alcançados! Boa sorte na trajetória!

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Porto Alegre, 11/11/2009

 

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