Destaque Cosplay

 

Bruno Pazzim

Créditos da foto: neonights

O Destaque Cosplay de 2012 começa com tudo! nosso convidado tem em seu currículo algumas das apresentações mais lembradas da história do RS, já representou nosso Estado em torneios nacionais e acumulou 4 indicações ao Prêmio Kamiwaza 2011 conquistando o troféu na categoria Melhor Apresentação Dupla/Grupo com uma apresentação de Dissídia! Sem mais rodeios vamos conhecer um pouco da trajetória e o que pensa Bruno Pazzim!



























1 - Quando e como foi que você tomou conhecimento dos eventos de anime e o que lhe motivou a continuar frequentando?
Eu conheci eventos de anime de SP pelos meus amigos, quando eu ainda era bem novo. Lembro de com 14, 15 anos já ouvir eles me contando de como o Anime Friends era legal, e mais tarde conheci alguns cosplayers de lá, foi o primeiro contato mais "técnico" que eu tive com o hobby. Mas naquela época eu não fazia idéia que mais tarde aconteceriam eventos do estilo aqui no sul. Meu primeiro evento foi só no final de 2008, o segundo animextreme do ano. O fato legal é que eu fui meio que arrastado pra lá. Não tinha a mínima idéia que a coisa já estava tão avançada nos eventos daqui, fui esperando algo bem pequeno e me surpreendi quando cheguei no lugar e vi tanta gente, com tantos cosplays legais. Acho que sempre vou lembrar da minha cara de espanto na primeira meia hora que nós andamos pelo colégio. Foi também naquele dia eu saí de lá com a certeza que eu iria fazer cosplay.

2 - Qual foi seu primeiro cosplay e porque a escolha desse personagem?
Meu primeiro cosplay foi o Dark Link, de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Foi mais de um motivo, na verdade... Assim que eu voltei do meu primeiro evento, chamei o Pedro lá em casa na mesma semana, contei pra ele sobre cosplay e sobre as apresentações e foi tipo.. "Tche, a gente TEM que fazer isso!", ele topou na hora, e então já começamos a escolher personagens. Eu, particularmente, já tinha muitas idéias de personagens pra fazer, mas decidimos começar com coisa simples, esse foi nosso primeiro critério. Apesar de termos alguma pouca noção de trabalhos manuais, não queríamos tentar algo com dificuldade elevada e acabar comprometendo tudo. Então veio a idéia de Zelda, e gostamos bastante.. faríamos dois personagens da mesma séria, protagonista e antagonista, daria pra bolar uma apresentação bacana. E foi então que decidimos, de fato, tocar os orelhudos a frente. Acho que não poderíamos ter feito escolha melhor. :]

3 - Liste todos os cosplays que já fez:
Dark Link (The Legend of Zelda: ocarina of Time)
Tidus (Final Fantasy X)
Gino Weinberg (Code Geass R2)
Bino (Carga Pesada, há!)
Tidus (Dissidia: Final Fantasy)
Aladdin (Aladdin)
Cloud Strife (Final Fantasy VII)
Milanor (Yggdra Union: We'll Never Fight Alone)
Seiya, armadura divina de Pégaso (Saint Seiya)
Gulcasa (Yggdra Union: We'll Never Fight Alone)
Tidus (Dissidia Duodecim)
Aioria de Leão (Sainy Seiya Episode G)


4 - O que determina a escolha de um personagem para fazer cosplay?
Na verdade, não tem nenhum fator crucial... geralmente uso aquele princípio básico de me identificar com o personagem. Se ele tiver a personalidade parecida com a minha, sempre ajuda também, até na hora de passar isso nas apresentações, mas né.. até onde eu sei, não sou um imperador meio dragão que quer destruir o mundo como o Gulcasa, então... meio que isso nem sempre é possível. Já fiz protagonista chateado com a vida, protagonista feliz com a vida, vilão... acho que varia bastante.

5 - Você mesmo faz seus cosplays ou participa indiretamente do processo de criação?
Basicamente, o que se trata de acessórios, armaduras e armas, eu faço. Não sei costurar (a não ser coisas pequenas como.. sei lá, velcro em luva, e fica uma beleza, há!), então sou desses que sempre depende de costureira quando faz algum cosplay de tecido. Eu escolho tecido, imprimo aquelas 150 imagens e levo pra dona da costura. Tenho sorte de ter intimidade com a minha costureira, porque eu geralmente sou bem chato com o que ela faz e eu acho que não tá bom o suficiente ainda. Ela sofre comigo, mas no fim entende (espero :] beijo se ler aqui, dona costureira!). Ela se anima bastante com as apresentações, então diz que tenta se empenhar pra fazer coisas bonitas. Caso ganhe algo com a roupa que ela fez, sempre levo a medalha pra ela ver depois.


6 - Existe alguma tendência pessoal para escolher personagens de anime, cartoon, mangá ou comics, filmes ou jogos?
Acho que pela lista de cosplays dá pra notar que tenho uma tendência a fazer cosplay de games. Não adianta, eu totalmente não sou de ver muito anime, ler mangá ou comics. Respeito bastante, mas o meu gosto pessoal acaba a pender pros vídeo games, e isso se reflete nos meus cosplays. Mas claro que assim como eu já fiz cosplay de anime, existem futuros projetos que não vem dos jogos.


7 - Qual cosplay você mais gostou de usar?

O meu cosplay favorito até hoje (e sinceramente, acho que nunca nenhum vai superar minha empolgação pra usar), é o Tidus do Final Fantasy X. Quando conheci cosplay lá com 15 anos, sempre imaginei que se um dia eu fizesse, teria de ser do Tidus. É o meu personagem favorito do meu jogo favorito. Então quando resolvi começar nisso, sabia que era uma fantasia muito complexa pra se fazer de cara. Esperei um pouco e ele acabou sendo meu segundo cosplay. Mais tarde eu ainda arrumei algumas coisas que não tinha gostado, e também fiz outras versões dele. Sempre recebi um feedback legal desse cosplay, ele é aquele que está sempre no armário, pronto pra ser usado.

8 - Você tem algum código de conduta com relação à cosplay?
A única coisa que eu pessoalmente levo comigo e nunca vou abrir mão é o conhecimento sobre o personagem do qual eu to fazendo cosplay. Uma coisa que eu não vou fazer é "Ah, que roupa legal, vou fazer!". É claro que tem personagens que chamam a atenção pelo visual, mas quando isso acontece eu vou atrás e tento jogar o jogo, assistir o anime ou seja o que for. Na real, eu me sentiria realmente mal de ser um personagem no qual eu não conheço nada sobre, isso é um negócio que eu cuido bastante.

9 - Qual a média de investimento em um cosplay e qual foi o de maior custo financeiro?
Olha.. ironicamente, meus cosplays de armadura são os mais baratos. As três que fiz saíram por volta de 150 reais, cada. Um cosplay de tecido acaba tendo a mão de obra da costureira, que não é barato (beijo de novo se estiver lendo, dona costureira! Na próxima faço propaganda se fizer desconto, oh), então muitas vezes passa dos 200 reais. O meu cosplay mais caro foi o próprio Tidus, cerca de 300 reais.

10 - Se tivesse vontade e dinheiro para fazer um evento, o que teria de diferença para os atuais?
Como eu estou no meio, é mais fácil pra mim falar da parte do cosplayers. Então, eu daria um pouco mais de atenção pra este ponto do evento. Os concursos em si vem melhorando cada vez mais, mas o que eu faria de melhora é na pré apresentação, quando os cosplayers estão se preparando pra subir no palco. Muitas vezes é complicado passar o dia andando pelo evento de cosplay e mais tarde ir pro concurso sem nenhum tipo de retoque. O clima não ajuda, algum acessório desmonta, peças precisam de reforço, enfim... São n coisas que fazem um S.O.S. pré palco ser necessário, ali. Esses reparos são feito com nosso próprio material na maioria das vezes, e não acho um grande pecado eventos que não disponibilizam material próprio, até porque as vezes é algo bem específico que precisamos. O legal seria é ter um lugar apropriado pra esse tipo de concentração. Até pra quem não precisa dos reparos em si, mas quer ficar com o seu grupo repassando a apresentação, ou só falando besteira pro nervosismo comum não aparecer. Acho crucial existir um espaço destinado unicamente aos coslayers perto do palco, é o mínimo. A melhoria seria termos mais salas pra coisas do tipo. Já imaginaram uma sala pra cada grupo? Existem eventos no Brasil que já fizeram isso, cada grupo tinha disponível uma sala, com espelho grande e tomadas funcionais. Mas enfim... existe toda a dificuldade de estipular o número de salas utilizáveis quando se aluga um colégio e isso deve ser uma barreira pra algo do estilo não acontecer. De qualquer forma, seria um baita tratamento de respeito com quem dá o show.

11 - O que te faz disputar (ou não) concurso cosplay?
O que me motiva é a possibilidade de interpretar algum personagem que eu gosto muito em cima do palco, de realmente ser ele por aqueles minutos. Além de ser uma maneira de extravasar a criatividade, o processo de criação de uma apresentação também me anima bastante. Fazer áudios é muito legal! É uma das partes que eu mais gosto, e onde costumo perder um bom tempo mexendo e mudando pequenos detalhes que eu sei que só eu vou ouvir. Aí depois temos os ensaios (muitas vezes inexistentes, mas né), que sempre acabam rendendo risadas.

12 - Existem cosplays que você nunca faria? Quais?
Hmmm... pessoalmente, eu não faria nada que fugisse muito do meu biotipo. Digo... não me imagino andando com cosplay de E. Honda bem de buenas em algum próximo evento.

13 - Existe alguém que você admire o trabalho com relação a cosmaker/apresentações?
Acho que eu não tenho nenhum ídolo no meio, até porque acho que cosplay é uma coisa boba demais pra ser levado nesse nível. Mas claro que existem pessoas que eu admiro. O Lee de SP, faz armaduras e acessórios como eu nunca vi fazerem. Vi as coisas que ele fazia quando eu ainda era bem novo, então sempre rolou esse respeito pelo cara. O Psy, que tenho a sorte de ser amigo hoje, faz apresentações em um patamar acima do que a média dos cosplayers. Admiro principalmente a paixão com que ele leva a interpretação pro palco, se um dia eu chegar perto disso, já me dou por satisfeito. Aqui no estado também existem ótimos cosplayers que eu admiro bastante. Lá de Pelotas, a Otávia sempre vem com fantasias soberbas, ela parece sempre cuidar de cada detalhe das coisas que ela faz, e isso é de se respeitar. O Pedro Link, que foi com quem eu comecei nessa história toda, sempre teve idéias muito bacanas na hora da gente montar uma apresentação. Juntos a gente bolou apresentações fantásticas como.. hmm.. err.. Carga Pesada! Também tem alguns cosplayers que não são exatamente da mesma minha época, como a Andressa e a Nay, mas que sempre achei muito bonitas as roupas que elas fazem. Agora... a parte clichê da resposta: eu admiro MUITO os meus amigos. Cada um deles, que me ajudam na hora de fazer cosplay novo, que viram a madrugada comigo, que se comprometem a fazer alguma apresentação bacana... O Pedro e a Vivi, que me ensinaram a fazer "coisas grandes" de cosplay, o Diemer, que sempre me ajudou, e passa uma segurança absurda quando dividimos palco, Anne, Bruno e Deh que já me divertiram demais entre bolar apresentações, ensaios e apresentação no dia, enfim... Teria mais gente pra citar, mas aí a entrevista viraria uma Bíblia (mais do que já tá virando). Meus amigos são muito importantes pra mim, hoje não só mais no que se diz questão de cosplay. :] Ah, eu admiro todo mundo que tem paciência pra costurar por conta própria, oh! É algo que eu acho que eu NUNCA teria. O que mais me impressiona em um evento é ver uma roupa bem elaborada, com todos os detalhezinhos feitos. Pessoalmente, me impressiono mais de ver uma dessas do que uma armadura e o escabal.

14 - Você acredita que fazer cosplay é uma fase na vida das pessoas? Ou depois que começa não para mais enquanto houver algum personagem possível?
Acho que meio que muitas coisas na vida são uma fase, né? Cosplay é um hobby como qualquer outro, e qualquer um pode perder o interesse. É bem simples: enquanto a pessoa tá se divertindo e tá sendo proveitoso pra ela, que continue. Se tá se estressando, brigando e levando como mais obrigação do que como hobby, então vai fazer algo que te faça feliz.

15 - É possível ter uma banca de jurados de confiança da organização do evento e do público ao mesmo tempo?
Independente de quem for julgar, acho que uma coisa que não poderia se deixar passar em branco é dar a devida instrução pra quem tá dando as notas. Eu considero uma banca de três pessoas pouco. Por isso, eles precisam ter atenção redobrada pro critério. Tendo um critério definido, instruído a quem tem esse poder, acho que as coisas seriam bem melhor vistas, além de dar uma uniformizada legal nas notas. É claro que o que um acha bom, não obrigatoriamente o outro também vai achar. Eu nunca questionei jurado e nunca vou fazer, nos resta é confiar que eles vão usar o bom senso da melhor forma possível.

16 - Já passou por alguma situação engraçada ou complicada por estar com cosplay na rua?
Certa vez eu entrei num ônibus aí levando duas malas grandes, uma mochila, 1 folha de isopor grande, dois escudos, 4 espadas, uma bomba de isopor, uma sacola com cartolina, outra sacola com uns pocs e papeis picados. Enquanto eu levava isso, via meu graaande amigo Pedro Link me dar um tchau, do lado de fora do ônibus, com nada além de um lápis no bolso. O detalhe é que eu tava indo pra casa dele. Ele tinha de ir fazer uma prova na faculdade e só ia me encontrar mais tarde lá. Entrei no ônibus e só faltou metade do povo levantar das cadeiras, foi uma cena de comoção. Sério. Eu tava com absurdamente mais coisas do que eu poderia carregar. Na descida do ônibus, uma menina se prontificou a me ajudar a descer com as coisas e foi até boa parte do caminho me ajudando (olha só, um beijo se estiver lendo isso!), tava ventando no dia, e a parte legal foi que depois que ela me deixou, o vento resolveu a dar uma pioradinha e levar algumas das cartolinas da sacola. O Pedro morava perto do Guaíba, na época. A cartolina queria se refrescar, e eu saí correndo atrás (com a minha grande mobilidade disponível no momento), o evento era no outro dia. Foi um dia legal.

17 - Tirando atividades relacionadas à cosplay, você estuda? Trabalha? O que faz nas horas vagas?
Sou estudante do sexto semestre de Ciência da Computação, e trabalho como desenvolvedor web em uma empresa de Porto Alegre. Acabo passando maior parte do eu tempo livre com meus amigos (e com a namorada agora, há). Além do pequeno vício por vídeo game, se eu tivesse de eleger um outro hobby além do cosplay, com certeza seria a música. Posso passar horas e horas tentando tocar algum instrumento (mas fico só no tentando).

18 - O que disputar a final do YCW lhe ensinou?
Ir pra lá por duas vezes foram experiências fantásticas que tive, não só por causa do hobby, mas lembranças pra levar pra vida mesmo... Na primeira ida, era tudo muito novo, então eu meio que não sabia o que esperar, como que ia ser o tratamento com nós finalistas e essas coisas. Por mais que meus amigos que já tinham ido pra lá nessas condições já tivessem me falado como era, acho que é diferente tu ouvir sobre e ir lá e viver realmente aquilo. É MUITO bom estar em uma final dessas, eu poderia listar aqui uma série de itens que fazem ser uma experiência inesquecível, mas acho que a principal e o maior motivo que me faz ter vontade de voltar é a interação com os finalistas de outros estados. É bagunça no hotel, bagunça no ônibus da ida pro evento, bagunça no evento, todo mundo se ajudando antes de subir no palco.. depois das apresentações sempre rola aquele momento que todo mundo tá curtindo demais o momento. Eu tive a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas nesses dois anos, que hoje considero amigos de verdade mesmo, apesar da distância ser grande. A gente brinca que acaba até esquecendo um pouco do concurso quando chega lá. Claro que a gente tá lá por um objetivo, e esse objetivo sempre tem que ser o primeiro lugar, nada menos que isso. Mas o clima todo é tão bom e tão agradável que você sinceramente não dá a mínima quando não ganha algum troféu mais importante, afinal, nas minhas experiências todos se tornaram amigos, e nunca vai ser ruim ver um amigo vencer. :]

19 - As apresentações livres que você participa estão entre as melhores, como é o processo de criação dos roteiros?
Olha... te contar que dificilmente elas têm um roteiro. Acho que quase todas elas saíram de besteiras muito aleatórias. Nós sempre costumamos a fazer cosplay juntos, mesmo que não seja pra algum grupo, reunimos todo mundo na casa de alguém, compramos energético e viramos madrugada trabalhando, ouvindo música, falando besteira e rindo. São daí que elas costumam sair. A gente geralmente espera até o outro dia pra ter certeza de que a ideia é boa. Sabe como funciona o sono, cola de contato... Fora isso nós temos o nosso incrível medidor de apresentações livres, o Pedro Andy. Se a gente faz uma apresentação, mostra pra ele, e ele responde com "BAH! QUE VIADICE!", geralmente quer dizer que a apresentação tá boa pra caramba.

20 - Você faz parte de um dos grupos cosplay mais conceituados do Estado, no que isso influi positivamente na sua carreira cosplay e se tiver no que negativamente?
Olha só, fico feliz em ler coisa assim. :] Acho que antes de qualquer coisa, o que deixa isso tudo mais legal é que na real todo mundo aqui é amigo. Nós definitivamente não falamos e nos ajudamos só com cosplay. Fazer parte de um grupo assim me empolga absurdamente pra continuar, porque eu tenho certeza absoluta que os próximos cosplays que fizermos, vai ser todo mundo fazendo as roupas/armaduras/whatever juntos, nos divertindo e rindo pra caramba. A gente brinca que cosplay acabou virando desculpa pra ajuntamentos mais frequentes. Me acho muito sortudo por a experiência toda de fazer cosplay ser muito positiva pra mim, sempre foi sinônimo de diversão. E claro que além dessas coisas, todo mundo já era bem mais experiente do que eu quando eu comecei, isso me ajudou bastante. Aprendi muita coisa com todos, desde o dia em que conheci cada um deles, sempre foram muito prestativos. A parte "negativa", que eu me importava no começo, mas agora não dou muito a mínima, são as acusações quando vou tentar algum concurso separado do grupo, aí é panelinha, roubo, ganhar por conhecer jurados, coordenares, enfim... Já passei por isso e não foi muito agradável na época. Acho que hoje eu já lidaria melhor com a situação.

21 - Você tem algum grande sonho a perseguir na vida cosplay? quais?
Eu realmente gosto de estar no palco, então pretendo continuar me apresentando e, quem sabe, tentar alguns concursos diferentes. Também gostaria de visitar algum evento no exterior (poder apresentar em inglês com as vozes originais dos Final Fantasies: FUCK YEA!)

 

 

Agradecemos ao Bruno por ter cedido parte de seu tempo para esse bate papo e por disponibilizar suas fotos!

(Créditos das fotos: Agradecemos ao Bruno por ceder suas fotos e créditos ao AnimeRS, AnimeXtreme, Cosplayers.net, CosplayOnline, CosplayRS, Maozinha e Neonights)